terça-feira, 25 de março de 2008

Emigrar - Desistir ou Arriscar?

Acho que vai sempre ficar a pergunta.
O país está mal, as prespectivas não são boas, não se vive, sobrevive, mas será que ir viver para outro país é a solução? Será que o nosso país não consegue acolher e fazer crescer aqueles que cá nasceram?
Não sei se conseguiria, nem sei se teria coragem para isso, no entanto cada vez mais, pessoas ao meu lado estão a fazê-lo. Acredito que deve ser das atitudes mais ponderadas, até porque não será de ânimo leve que se faz a mala e lá vai disto, deixando para trás tudo e todos em busca de uma oportunidade, fracassada, no país de origem.
Só posso torcer para que tudo corra pelo melhor, e estar de braços abertos, pronta para ajudar em tudo o que estiver ao meu alcance.
Boa sorte!!!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Dia do Pai

Hoje é dia do Pai.
Desejo ao meu pai, em especial que tenha um dia fantástico, eu vou estar contigo, como sempre estou.
E desejo a todos os pais que sejam felizes com os seus filhos, que "percam" tempo com os seus filhos, porque para nós filhos, isso é o que de mais importante temos.
Por mais que pais e filhos se choquem, por mais que discutam, por mais que se sintam distantes uma vez ou outra, eu acredito que não há nada melhor na vida do que os pais. Acredito que vale sempre a pena amar e acarinhar os pais e sentir o mesmo da parte deles. É o amor mais genuíno e bonito que alguém pode sentir. Eu amo os meus pais. Feliz Dia do Pai!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Muito fraquinho.

Os jogadores do Benfica parecem os toscos.
Não jogam como equipa e já nem as individualidades resolvem os jogos. Só se viam azulinhos na área do Getafe, mas de qualquer forma, quem estava a perder era o Benfica, quem tinha de correr e ser mais rápido e superior era o Benfica, isso não aconteceu. Uma bola ao poste do Makukula e uma à figura de Rui Costa, foram as grandes oportunidades do jogo.
Foi um jogo feio, sem brilho, só com nervos, e assim não dá vontade.
Não quero mais, estou chateada. É que não basta ter a bola, é preciso marcar.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Benfica vs. Getafe


Transmissão em directo do jogo da Taça UEFA, Benfica vs. Getafe no site oficial www.slbenfica.pt apartir das 20.30h.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

"If you were a sailboat"



If you’re a cowboy I would trail you,

If you’re a piece of wood I’d nail you to the floor.

If you’re a sailboat I would sail you to the shore.

If you’re a river I would swim you,

If you’re a house I would live in you all my days.

If you’re a preacher I’d begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,

But the chances we create,

Always seem to ring more true.

You took a chance on loving me,

I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you’d spring me

If I was a telephone you’d ring me all day long

If was in pain I know you’d sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,

But the chances we create,

Always seem to ring more true.

You took a chance on loving me,

I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me

If I was in darkness you would lead me to the light

If I was a book I know you’d read me every night

If you’re a cowboy I would trail you,

If you’re a piece of wood I’d nail you to the floor.

If you’re a sailboat I would sail you to the shore.

If you’re a sailboat I would sail you to the shore.

(Katie Melua)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Cardozo – O herói que veio do banco

"Com a eliminatória igualada cabia ao Benfica mostrar o seu real potencial, investindo no ataque, mas pela frente já estava uma equipa em autêntica superação, pelo que tudo corria bem aos germânicos. Até mesmo um remate de Pinola, a mais de 30 metros da baliza, quase resultou em golo, embatendo a bola, com estrondo, no poste esquerdo da baliza à guarda de Quim. Não teve tempo o Benfica de reagir pois logo de seguida, após perda de bola de Luís Filipe, Saenko isolou-se e, depois de ladear Quim, colocou a eliminatória do lado do Nuremberga. Faltavam 20 minutos para o final e Camacho tinha de fazer algo. O técnico apostou em Cardozo, juntando-o a Makukula no ataque e descendo Katsouranis para a defesa, saindo Edcarlos. Sepsi, que tão bem entrara na Figueira da Foz, ante a Naval, foi chamado ao lado esquerdo do ataque, saindo Maxi Pereira. E o que é certo é que quase ganhava a aposta de forma instantânea pois Sepsi serviu Cardozo e só por pura infelicidade o paraguaio, isolado, não acertou. Era um aviso de mudança. Lançado Di María para o assomo final (saindo o esgotado Nuno Assis), o Benfica comandou o jogo nos minutos derradeiros, apresentando-se com quatro homens num ataque bem aberto. Sentia-se que, apesar das ganas defensivas dos germânicos, poderia vir ao de cima um pormenor representativo da maior qualidade benfiquista. E ele veio a partir do pé esquerdo de Cardozo que, à entrada da área, aproveitou uma sobra para chutar enrolado mas certeiro ao poste mais distante. Os alemães “morreram” nesse momento e o Benfica encarregou-se de infligir o golpe fatal na última jogada da partida, quando Léo isolou Di María e este, com classe, ultrapassou o guarda-redes contrário e empatou a contenda. Do inferno ao céu nos três minutos finais, o Benfica soube dar uma resposta cabal às adversidades, sendo notória a capacidade atacante que os três homens (além dos marcadores, também Sepsi se revelou muito importante no flanco esquerdo) que saltaram do banco trouxeram ao seu jogo. Segue-se o Getafe e a certeza que só um Benfica mais compacto em todos os momentos dos oitavos-de-final pode seguir em frente pois os espanhóis são um pouco superiores ao Nuremberga." http://www.slbenfica.pt/

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

A cesariana em Portugal

Recebi uma newsletter do endereço www.barrigasebebes.com com um tema que achei muito interessante e além disso nunca pensei que fossem estes os números do nosso país. Vou deixar-vos a informação para que possam ler, parece-me bastante pertinente.

'A cesariana representa mais de 30% dos nascimentos em Portugal'


“É do conhecimento público que a forma de encarar a cesariana, evoluiu significativamente nos últimos vinte anos” …É assim que começa o prefácio do livro “A Cesariana” de Michel Odent, escrito pelo Prof. Jorge Branco. Mas será que é do conhecimento público os riscos.versus.benefícios desta forma cirúrgica de nascer? Será que existe no público, um sentido de reflexão sobre este assunto? Até que ponto o público conhece os factos, tem interesse em saber e participar numa decisão responsável e consciente sobre esta temática? Seguramente, não são públicas as taxas de cesariana de todos os hospitais portugueses: públicos e privados… Também não são públicos os critérios que definem a tomada de decisão para um nascimento por cesariana, nem os procedimentos de atendimento ao trabalho de parto e o parto, que possam ajudar a evitar o desfecho em uma cesariana. Pública é sem dúvida a ideia que se tem vindo a generalizar, de que nascer por meio de uma cesariana, é… NORMAL!!!! Temos assistido a um crescente aumento das taxas deste procedimento cirúrgico desde os anos 80, com uma passividade e naturalidade, tanto por parte dos profissionais de saúde, como por parte das grávidas e suas famílias, de uma forma inconcebível, numa sociedade desenvolvida e supostamente civilizada… Se bem que seja um fenómeno característico da sociedade ocidental e países desenvolvidos, como se explica que em 2006, a taxa de cesarianas tenha sido,
-de 22 % em Espanha
-de 23 % no Reino Unido
-de 19.6 % em França
-superior a 30 % em Portugal nos hospitais públicos
-superior a 65 % em Portugal nos hospitais privados,
quando se recomenda que essa taxa:
-se situe entre 10 a 15%, pela Organização Mundial de Saúde
-seja inferior a 30 %, segundo o Ministério da Saúde Português??
E porquê preocuparmo-nos com estes dados?

Simplesmente porque há riscos acrescidos numa cesariana, muito importantes para a saúde da Mãe, do bebé, e em futuras gravidezes, que não podem ser desvalorizadas, ocultadas ou ignoradas…
Os riscos de uma cesariana quando comparada com um parto vaginal, são os seguintes:

Riscos para a Mãe:
-Morte materna: 5 - 7 vezes superior
-Internamento em cuidados intensivos: 2 vezes superior
-Hemorragias importantes: 6 a 8 vezes superior
-Maior tempo de internamento
-Necessidade de voltar a ser internada: duas vezes superior
-Infecção e tomada de antibióticos: risco alto*
-Dor: risco muito alto*, para dor prolongada nos dias e semanas seguintes ao parto
-Complicações pós-operatórias: 1-5 % dos casos de cesariana
-Experiência negativa de nascimento: risco muito alto*. Alta probabilidade de não ter acompanhante no nascimento do filho, nem suporte emocional, nem sentir qualquer domínio sobre a situação
-Menor contacto imediato com o bebé, não poder vê-lo ou pegá-lo: risco muito alto*

Riscos para o bebé:
-Risco de morte: 1.77 por cada 1000 recém-nascidos, contra 0.62 por cada 1.000 recém-nascidos por via vaginal
-Corte cirúrgico acidental: risco alto*
-Problemas respiratórios: risco moderado a alto* (antes das 39 semanas)
-Possibilidade de não ser amamentado: risco alto a muito alto*
-Possibilidade de desenvolver asma em criança e / ou adulto: risco alto*

Riscos para a Mãe, em futuras gravidezes:
-Aumento da infertilidade: risco alto a muito alto*
-Fertilidade reduzida por opção da Mãe: risco alto*
-Aumento de gravidez ectópica: risco moderado*
-Aumento de problemas com a placenta (acreta, abrupta ou prévia): risco moderado*
-Ruptura uterina: risco moderado*

Riscos para o bebé, em futuras gravidezes:
-Morte antes do termo da gravidez: risco moderado*

*Classificação do risco (segundo estudos compilados no artigo “What every women needs to know about Cesarean Section” retirado do http://www.childbirthconnection.org/):
Risco muito alto: 1.000-10.000 em cada 10.000 mães ou bebés
Risco alto: 100-999 em cada 10.000 mães ou bebés
Risco moderado: 10-99 em cada 10.000 mães ou bebés

Poderá o motivo de orgulho nacional: as baixas taxas de mortalidade e/ou morbilidade materna e infantil, justificar e validar a prática desta cirurgia obstétrica? NÃO!!! Simplesmente pela análise de riscos já descriminada, que inevitavelmente irão fazer subir as ditas taxas, pelas quais tanto lutámos ao longo destas décadas! O valor recomendado pela O.M.S. é precisamente encontrado, fazendo um rigoroso estudo do balanço risco-benefício, do nascimento cirúrgico, sendo apoiado por diversos estudos de outras entidades (ex.Althade and Belizán,2006**) Será possível reduzir as taxas de cesariana?Claro que sim! Até quanto, é que é mais difícil saber, bem como quem está verdadeiramente interessado em fazer um esforço por isso… O Plano Nacional de Saúde (lançado em 2004), estipula que até 2010, a taxa nacional seja reduzida para 20%. A Maternidade Dr. Alfredo da Costa conseguiu reduzir de 34 % em 2006, para 29.8% no 1º semestre de 2007¹, tendo implementado algumas estratégias para tentar reduzir mais esta taxa.
O Hospital de S. João pretende chegar aos 25 %¹ (conseguiu reduzir em 10%, esta taxa, de 2001 para 2002, e agora pretende reduzir mais 2.2%)Lamentavelmente o Presidente do Colégio de Ginecologia e Obstetrícia da Ordem dos Médicos e Director de Serviço de Obstetrícia do Hospital de Sta. Maria, Prof. Luis Graça, não acha “excessivamente importante a preocupação pela baixa ‘forçada’ do número de cesarianas”¹ e acredita que é possível baixar 2 a 3 %, o que situaria a nossa taxa nacional na ordem dos 30%... O que será necessário para baixar as taxas de cesariana?
-Divulgação dos riscos versus benefícios, baseados em estudos científicos publicados, a todos os profissionais de saúde
-Divulgação dos referidos riscos versus benefícios a toda a população, em especial às grávidas de uma forma esclarecedora
-Existência de um consentimento informado, compreendido e assinado pela grávida, quando se efectue este procedimento cirúrgico (de forma não emergente)
-Um acompanhamento da gravidez de baixo risco por parte dos profissionais de saúde, que promova com segurança e clareza, a via vaginal como primeira opção de parto
-Sistemas de controlo e auditoria interna nos hospitais (públicos e privados), que possibilitem que cada cirurgia seja discutida em equipa, chegando à conclusão clara de quais os critérios que justificam a cirurgia
-Uma mudança na forma como se encara o parto, ao nível do estudo da medicina, para que este volte a ser vivido como um processo fisiológico e não patológico. E para quê?
-Claro benefício para a saúde da Mãe e do bebé
-Claro benefício em gravidezes posteriores
-Melhoria na experiência de nascimento para a maioria das mulheres
-Melhoria na taxa de sucesso de amamentação e do primeiro contacto Mãe-bébé
-Diminuição dos custos associados ao procedimento cirúrgico, e pós-operatório
-Diminuição de todos os custos que advêm das possíveis complicação e riscos anteriormente descritos, para o sistema de saúde, e para as Mães/Famílias (internamento mais prolongado, cuidados intensivos, intervenções adicionais, medicação a curto e/ou médio-longo prazo, leite artificial, etc).
Num país com tanta dificuldade em gerir os seus recursos de assistência médica, com baixíssimas taxas de sucesso na amamentação e com graves dificuldades financeiras, esta situação dá que pensar… Vale a pena proporcionarmos um melhor começo de vida aos nossos filhos e à nossa sociedade, com mais saúde para as mulheres e para as crianças!
Marta Cruz
Vogal da direcção da
Humpar- Associação Portuguesa para a Humanização do Parto
“A Cesariana:operação de salvamento ou industria do nascimento”, de Michel Odent, Miosótis, Setembro de 2005¹“Pais & Filhos”, edição de Novembro de 2007, artigo: ‘Menos cesarianas, mais qualidade’,texto de MªJoão Amorim,pág-44-46
“Pais & Filhos”, edição de Janeiro de 2006, artigo: “Sai uma cesariana!”, texto de mªJoão Amorim, pág.13-16** Althabe F.,Belizán JF,Caeserean section:The paradox.The Lancet 2006:368:1472-3